É duro ter nascido na cidade. Cercado de regalias, facilidades, sinto-me às vezes encapsulado em minha mente primitiva. Refém dos instintos e medos primais que não possuem conexão óbvia com a realidade em torno. O ser humano ainda não passa de um imbecil, escravo dos mesmos instintos de quando era mais animal do que humano. Nesse ponto ainda somos exatamente os mesmos.
Hoje, estudo uma linguagem criadora de novas realidades (novas ainda dentro da realidade nova que é a cidade). A fantástica linguagem da programação de jogos. Mas sonho com coisas sombrias, penso muito em conspiração e num final sombrio para nossa espécie.
Para quê debater-se tanto quando o único fim digno é a morte?
Olhe ao redor. Já percebeu que as pessoas estão sempre rodeando-se de enfeites que remetem à natureza? Bichos, flores, quadros de paisagens. É uma maneira de relaxar. De retornar às origens.
E enquanto estivermos inseridos na realidade falsa da cidade, "evoluiremos" mto rápido e invariavelmente enxergaremos a aparente injustiça que nos cerca. Podemos tentar arrumar tudo, ou achar que não precisamos arrumar nada.
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